segunda-feira, 31 de março de 2008

Matemática e obesidade


Pode a matemática prever a hipótese de se ser obeso?


Resultados variam consoante o modelo matemático aplicado

Somos o que comemos. À força de tanto repetido, o dito ganhou força de verdade científica. Mas a matemática vem agora dizer que talvez não seja bem assim. Uma investigação feita com base na chamada teoria dos sistemas dinâmicos vem mostrar que dois irmãos gémeos idênticos com estilos de vida perfeitamente iguais podem ter diferentes pesos e quantidades de gordura corporal diversa.

O estudo foi conduzido por dois investigadores do Nacional Institutes of Health (NIH) e os resultados, que são apresentados na última edição do jornal científico PLoS Computacional Biology (publicado pela Sociedade Internacional de Biologia Computacional, com acesso online gratuito em www.ploscompbiol.org), mais que uma certeza, lançam a dúvida sobre a ideia consensualmente aceite de que os hábitos alimentares e a prática de actividade física são factores soberanos na diferenciação da massa corporal e do peso de cada indivíduo.

O estudo demonstra que, seguindo uma determinada classe de equações, o modelo apresenta um número infinito de diferentes resultados de peso e gordura, ainda que os imputs de alimento e os outputs de energia sejam rigorosamente os mesmos. Dito de outro modo, este modelo matemático diz que mesmo entre gémeos idênticos que copiem mutuamente os seus comportamentos diários, ingerindo a mesma quantidade e qualidade de alimentos e despendendo depois o mesmo tipo de energia, há variáveis por determinar que influenciam decisivamente a compleição física de cada um.

O problema começa quando, no mesmo estudo, se mostra que, considerado outra classe de equações, as variáveis alimentação e actividade física são as únicas que conseguem diferenciar o resultado final do modelo.

O mesmo é dizer que estamos perante a abstracção de um modelo matemático que carece agora de experimentação que possa afinar resultados e dissipar dúvidas. Tudo para responder à questão de base enunciada por este estudo, perante o cenário de proporções epidémicas traçado pelos actuais números da obesidade: quais os factores determinantes sobre o peso corporal e a sua estabilidade? Em concreto, estes investigadores pretendem determinar se um tratamento de obesidade deve ser aplicado repetidamente ao longo da vida a um sujeito de risco, ou se basta que a intervenção se mantenha apenas até que um determinado objectivo de redução de massa corporal seja atingido. Como exemplo, o estudo coloca a questão sobre se a perda de gordura através de liposucção é ou não permanente. E é neste tipo de conclusões que os modelos matemáticos se contradizem: pelo primeiro, uma intervenção do género produzirá resultados permanente; pelo segundo, conclui-se que o corpo acabará por voltar à forma inicial.

Crianças sobredotadas

Há escolas a rejeitar crianças sobredotadas

PEDRO SOUSA TAVARES

Vazio legal está a levar escolas a rejeitar inscrições

A inscrição antecipada no 1.º ciclo de crianças sobredotadas está a ser rejeitada por várias escolas. Segundo apurou o DN junto de diferentes entidades, que já pediram satisfações ao Ministério da Educação, pelo menos as direcções regionais de educação de Lisboa (DREL) e Alentejo (DREA) já terão indeferido pedidos desta natureza, invocando a ausência de enquadramento legal para estas situações.Em causa está a entrada em vigor do decreto-lei n.º 3, de 7 de Janeiro deste ano, que, além de definir os apoios especializados a prestar nas escolas públicas aos alunos com necessidades educativas especiais permanentes, terá anulado outros normativos. Nomeadamente os que reconheciam o direito a um ritmo de aprendizagem diferenciado, que se traduzia na possibilidade de um aluno concluir o ensino básico com até dois anos de antecedência.Ao DN, a deputada não inscrita Luísa Mesquita, que sexta-feira enviou um pedido de esclarecimentos sobre esta matéria ao Governo, contou o caso de um rapaz que "aos dois anos já sabia ler e aos quatro já realizava operações matemáticas", mas cujos pais foram confrontados com uma recusa de matrícula no 1.º ciclo que poderá obrigá-lo repetir o último ano do jardim de infância."Esta família está confrontada com um vazio legislativo que deixa sem resposta as crianças sobredotadas. E felizmente há muitas no País", contou a deputada, que não esconde a sua preocupação: "São crianças que arriscam desmotivação, porque as respostas dadas à sua actividade intelectual são insuficientes."Também Manuela Silva, uma antiga professora que dirige o Centro Português para a Criatividade, Inovação e Liderança (CPCIL), entidade que ajuda a detectar e a orientar crianças com estas características, disse ao DN já ter "dado conta" ao ministério de vários casos de pais impedidos de assegurar o ingresso antecipado dos filhos. "A questão arrasta-se desde Janeiro. Até agora, ainda não tivemos resposta. Só um telefonema, onde nos disseram que o decreto-lei 3/2008 apenas lidava com aquelas situações (necessidades especiais) e que vão legislar sobre os outros casos."Entretanto, considerou, está congelada "a única alternativa" que existia "num país que nunca teve coragem de reconhecer a especificidade das crianças sobredotadas".Cristina Palhares, da Associação Nacional para o Estudo e Intervenção na Sobredotação (ANEIS), lamentou também o que considerou ser um "enorme desperdício" do potencial destas crianças, pela inexistência de programas específicos: "Onde há condições para o talento especial se desenvolver, como nas artes e no desporto, esses casos vão aparecendo. Mas na escola, onde estes valores fazem falta, não se investe. E o problema é que estes alunos, se não forem estimulados, vão normalizando."A dirigente da ANEIS considerou, no entanto, que o decreto-lei 2/2008 não eliminou a possibilidade da inscrição precoce, "que continua a estar prevista numa lei de 2005". Só que, reconheceu Cristina Palhares, "essa lei acabou por ficar meio escondida", o que já levou a associação a tomar conhecimento de casos de não inscrição, "pelo menos no Alentejo".Contactado pelo DN, o Ministério da Educação enviou a seguinte resposta por escrito: "O jornal Diário de Notícias teve acesso a uma pergunta de uma deputada feita ao Ministério da Educação antes de este a ter recebido. Compreenderá assim que o Ministério da Educação responda primeiro à senhora deputada, após o que se colocará a questão da sua divulgação aos órgãos de comunicação social."

sábado, 29 de março de 2008

Aceitam-se candidatos

INML alerta para falta de cadáveres para investigações

O presidente do Instituto Nacional de Medicina Legal alertou para a falta de cadáveres para fins de investigações médicas, apesar de estar em vigor uma lei que favorece esta doação, e apelou à realização de campanhas de sensibilização.
No museu do Instituto Nacional de Medicina Legal (INML), em Lisboa, Duarte Nuno Vieira explicou que, apesar de haver pessoas que decidem em vida que o seu corpo pode ser utilizado depois da morte para fins de ensino e investigação, esta intenção muitas vezes não se concretiza por oposição da família.
«Por vezes, após a morte, estas instituições [universidades e escolas médicas] não tomam conhecimento do óbito e a família não comunica», acabando por realizar o funeral.
Esta situação leva à perda de «um número significativo de corpos que haviam sido doados para fins de investigação da ciência médica e formação de futuros profissionais de saúde», argumentou.
«É profundamente lamentável, porque é uma necessidade que o país sente e onde temos acentuadas carências», frisou Duarte Nuno Vieira, lembrando a Lei nº 274/1999, que concretiza a possibilidade da pessoa doar em vida o seu cadáver.
Sobre o trabalho desempenhado no INML, o responsável assinalou o aumento de mais de 300 por cento das perícias ali realizadas no espaço de seis anos.
O actual INML foi instituído em 2001, em resultado da fusão dos Institutos de Medicina Legal do Porto, Coimbra e Lisboa.
«No ano em que foi criado, o INML concretizou cerca de 42 mil perícias em todo o país e em 2007 mais de 150 mil, um incremento de mais de 300 por cento», referiu.
Este aumento deve-se à abertura da sua actividade a outras áreas de intervenção, como a fiscalização da alcoolemia e de psicotrópicos no âmbito da circulação rodoviária.
De acordo com o responsável, a área com mais volume foi a de exames periciais em vivos.
«Das mais de 150 mil perícias que concretizámos no ano passado, um pouco mais de 70 mil eram perícias em vivos», disse, acrescentando ainda que 45 por cento da actividade do instituto são exames laboratoriais no âmbito da toxicologia forense e perícias no âmbito da genética e da biologia forense.
Duarte Nuno Vieira sublinhou que o aumento da actividade implica um «reforço contínuo de meios, de instalações e uma actualização contínua de tecnologias».
«Esta é uma obra que nunca está concluída», frisou, justificando que a tecnologia científica evolui de uma forma tão célere que os equipamentos tornam-se rapidamente obsoletos e são substituídos por outros como muito mais qualidade e fidedignidade de resposta.
O secretário de Estado adjunto e da Justiça, Conde Rodrigues, disse que «o INML, que apoia o sistema de Justiça em todo o país, representa um investimento de 18 milhões de euros», em termos de orçamento anual.

Diário Digital / Lusa

sexta-feira, 28 de março de 2008

New - X- Files 2 Trailer

Ficheiros Secretos


Novo filme de «Ficheiros Secretos» chega no Verão

2008/03/28

Trailer já começou a ser exibido nas salas de cinema
Já existe data marcada para a estreia do novo filme de «Ficheiros Secretos». Dez anos após a primeira aventura dos agentes Fox Mulder e Dana Scully no grande ecrã, a sequela chega às salas de cinema norte-americanas a 25 de Julho.
Segundo a agência Reuters, o criador da série televisiva de culto, Chris Carter, é o realizador do novo filme, que voltará a contar com as participações de David Duchovny (Mulder) e Gillian Anderson (Scully).
O título da película ainda não foi escolhido. «Eu sei o que deveria ser, mas a Fox (a produtora do filme) tem as suas próprias ideias», disse Carter.
O criador da série que fez sensação de 1993 a 2002 escreveu o argumento do novo filme juntamente com Frank Spotnitz, um dos guionistas de «Ficheiros Secretos» durante oito anos.
Spotnitz adiantou que a sequela deixará de lado toda a mitologia alienígena que dominou grande parte dos episódios na TV. No entanto, e como a acção se desenrola seis anos depois do fim da narrativa da série, deverá ser revelado, por exemplo, se o filho de Scully é humano, ou não.
Aqui fica o trailer do segundo filme de «Ficheiros Secretos», exibido durante a 25ª edição do festival de televisão William S. Paley:

Rolling Stones


Quarenta e quatro anos após terem sido banidos de Blackpool, os Rolling Stones vão poder voltar a actuar na cidade do noroeste de Inglaterra, noticia a agência Reuters.
A banda de Mick Jagger e companhia tinha sido proibida de voltar a Blackpool depois de um concerto, em 1964, que acabou em pancadaria e com elevados danos materiais na sala de espectáculos Empress Ballroom.
Segundo reza a história, tudo começou quando um dos sete mil espectadores esbofeteou o então guitarrista Brian Jones.
No entanto, e depois de uma reunião esta quinta-feira, o conselho da cidade de Blackpool decidiu levantar a proibição e «perdoar» os Rolling Stones.
«Se eles nos perdoarem, nós perdoamos-los», disse à Reuters o líder do conselho, Peter Callow.
«A proibição está oficialmente suspensa e eu adoraria vê-los tocar em Blackpool. Nada me deixaria mais satisfeito», afirmou.

Novas fontes de energia

Novas fontes de energia que Portugal aplica foram investigadas por estrangeiros

Portugal pode vir a tornar-se exportador de tecnologias para aproveitamento de novas energias e para gestão de recursos energéticos, nos próximos 10 anos, diz a «Lusa».

A garantia foi dada ontem à noite pelo ministro da Ciência e da Tecnologia, Mariano Gago, que falava aos jornalistas após a assinatura dos acordos entre o Estado Português, empresas nacionais e o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), onde destacou a importância do protocolo estabelecido para investigação na área da energia.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior acrescentou que «grande parte das novas fontes de energia que Portugal aplica actualmente foram investigadas e desenvolvidas por empresas estrangeiras».

«Foram invenções que Portugal pagou a outros, porque foram outros que as desenvolveram. Pela primeira vez, Portugal tem a possibilidade de estar na nova geração de fontes de energia e de novas tecnologias para economia de energia e gestão de recursos energéticos», concluiu o ministro.