segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Pandemia

Responsável europeu denuncia falsa pandemia
Hoje às 07:12

O presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa encara a gripe A como uma falsa pandemia e diz que este é um dos maiores escândalos médicos do século.

No dia em que o Conselho da Europa discute o modo como a Organização Mundial de Saúde (OMS) enfrentou a gripe A, o presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa lança duras críticas ao que aconteceu e garante que o mundo nunca esteve confrontado com uma pandemia.

O diagnóstico era falso e custou muito dinheiro. Só na Europa, foram gastos 5 mil milhões de euros com as vacinas para a gripe A.

Um negócio para a indústria farmacêutica, que Wolfand Wodarg considera escândaloso.

Este médico alemão, especialista em epidemiologia, afirma que as pessoas perderam a confiança na OMS e que este caso deve ser agora investigado pelo Conselho da Europa.

Wolfgang Wodarg critica o alarme desnecessário, lançado pela OMS, considerando que se ficar provado que houve manipulação é preciso tirar as devias lições.

Ouvida pela TSF, Maria de Belém Roseira diz que, até hoje, nada prova que estas acusações tenham razão de ser, admitindo, no entanto, que houve vários países que demonstraram alguma falta de bom senso na compra das vacinas.

Mas, em Portugal, há também quem partilhe das críticas do presidente da Comissão de Saúde do conselho da Europa.

É o caso de António Vaz Carneiro, professor na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, embora afirme compreender a reacção dos vários governos, em função do que foi dito pela OMS, fala num falso alarme que não justificava as medidas que foram adoptadas.

Até hoje, a pandemia de gripe A matou cerca de 13 mil pessoas em todo o mundo, 94 em Portugal.

TSF

sábado, 16 de janeiro de 2010

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Saúde

Saúde

Cientistas portugueses conseguem avanço contra o cancro


Uma colaboração entre as universidades do Minho e da Califórnia identificou um gene que quando hiperactivo torna os tumores cerebrais mais malignos, uma descoberta que abre a possibilidade de criação de novos fármacos contra o cancro

A descoberta foi hoje publicada no Journal Cancer Research. Em declarações à Lusa, um dos investigadores, Bruno Costa, explicou que foi estudado um conjunto de genes «muito importantes durante o desenvolvimento embrionário e que se encontram alterados em alguns tipos de tumores».

Até agora, no caso dos tumores cerebrais, a única coisa que se sabia era que alguns desses genes estavam «sobre-expressos», ou seja, estavam activos, ao contrário do que acontece num cérebro normal (sem tumores).

Nesta investigação conseguiu-se mostrar que o gene HOXA9 quando «sobre-expresso» (ou hiperactivo) faz prever que os pacientes vão ter um «prognóstico pior relativamente aos outros pacientes com o mesmo tipo de tumor».

Nesta fase da investigação, está apenas a ser melhorada a capacidade de prever as respostas dos pacientes.

Mas «claro que este é sempre o primeiro passo também para a identificação destes alvos moleculares para o desenvolvimento de novas terapias», acrescentou Bruno Costa.

Neste caso de tumores mais malignos e mais agressivos e que fazem com que os pacientes morram mais cedo, poderão ser desenvolvidos fármacos específicos para inibir essa actividade, disse.

Os investigadores também decifraram o mecanismo responsável por essa sobre-activação do gene, que é por via da proteína PI3K, que é uma via «muito frequentemente alterada em diversos tipos de tumores humanos».

Assim, através das identificações do gene associado ao pior prognóstico e do mecanismo, podem-se conseguir outros alvos terapêuticos contra o PI3K.

Se inibida a sua função, também haverá inibição da sobre-activação do HOXA9 e, consequentemente, os tumores poderão tornar-se menos malignos.

O trabalho resultou de uma colaboração entre uma equipa do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde, da Universidade do Minho, através de Bruno Costa e Rui Reis, e uma equipa da Universidade da Califórnia (EUA).

Lusa / SOL

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Aves e migração


Recorde
Migração de 70 mil km entre pólos

por SUSANA SALVADORHoje
Migração de 70 mil km entre pólos

Nos seus 34 anos de vida, a pequena gaivina do Árctico faz o equivalente a três viagens de ida e volta à Lua.

Mede entre 33 e 38 centímetros de comprimento e pesa pouco mais de cem gramas, mas é a campeã das migrações. Todos os anos, a gaivina do Árctico (ou andorinha-do-mar-árctica) faz uma viagem de 70 mil km entre o Pólo Norte , o local de nidificação, e o Pólo Sul. Na sua rota, sempre à procura do Verão, esta ave faz o equivalente a três viagens de ida e volta à Lua (cerca de dois milhões de km) durante os seus 34 anos de vida.

A longa aventura de norte a sul da Sterna paradisaea foi detalhada graças à monitorização de 11 espécimes, apetrechados com um dispositivo mais pequeno que um fósforo (ver caixa). Os resultados foram publicados ontem na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

A viagem começa em Agosto ou Setembro, com a gaivina do Árctico a deixar a Gronelândia para chegar ao mar de Weddel, na costa da Antárctida. Aí passa entre quatro e cinco meses, antes de regressar novamente ao Norte, chegando a casa em Maio ou Junho.

O estudo permitiu descobrir que o caminho não é directo. Começam por fazer uma longa paragem no meio do Atlântico Norte, a mil quilómetros dos Açores. Aí alimentam-se de zooplâncton e peixe, ganhando forças para o resto da viagem. Seguem depois pela costa europeia e africana até Cabo Verde, onde podem optar por dois caminhos: continuar junto a África ou atravessar o Atlântico e fazer depois a costa brasileira. Os cientistas acreditam que o vento pode desempenhar um papel importante nesta escolha. A viagem para Sul é de 34 600 km e as aves fazem 330 km por dia. O regresso é mais rápido (25 700 km, 520 km por dia), apesar de as gaivinas do Árctico não seguirem o caminho mais rápido. Optam antes por fazer um grande "S" pelo meio do oceano, aproveitando os ventos favoráveis.

"É um feito impressionante para uma ave que pesa pouco mais de cem gramas", disse Carsten Egebang, do Instituto de Recursos Naturais da Gronelândia, o principal autor do estudo que conta ainda com cientistas da Dinamarca, dos EUA, do Reino Unido e da Islândia. "A nossa análise mostra que o comportamento das aves está directamente relacionado com parâmetros biológicos e físicos", indicou, lembrando que a "pausa" no Atlântico Norte é feita em áreas altamente produtivas. Um pouco mais a sul e não haveria comida suficiente.

sábado, 9 de janeiro de 2010

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Ciência

Ciência
Telescópio espacial Kepler encontrou cinco planetas fora do sistema solar

PÚBLICO

O telescópio espacial norte-americano Kepler, enviado para o espaço a 6 de Março de 2009, encontrou os seus cinco primeiros planetas fora do sistema solar, foi ontem anunciado pela Sociedade americana de Astronomia, em Washington.

Os planetas – com tamanhos que variam entre uma dimensão semelhante a Neptuno e uma maior que Júpiter - foram chamados Kepler 4b, 5b, 6b, 7b e 8b e a sua descoberta resulta de cerca de seis semanas de recolha de dados desde que as operações científicas começaram, a 12 de Maio de 2009. Estes juntam-se aos 415 exo-planetas já detectados graças a outros telescópios desde 1995.

No entanto, são todos demasiado quentes para albergar vida, salientam os responsáveis pela missão. As temperaturas estimadas nos exo-planetas variam entre os 1200 e os 1648 graus Célsius.

“Estas observações ajudam-nos a compreender melhor como se formam e evoluem os sistemas planetários”, comentou William Borucki, do centro de investigações Ames da NASA (agência espacial norte-americana) e responsável principal pela equipa científica do Kepler.

“Estas descobertas também mostram que este instrumento científico está a trabalhar bem. Temos indicações de que o Kepler vai cumprir todos os seus objectivos”, acrescentou Borucki.

Jon Morse, director da divisão de Astrofísica da NASA, acredita que não faltará muito para o telescópio encontrar planetas mais pequenos com órbitas mais longas, “aproximando-se da descoberta do primeiro planeta análogo à Terra”.

Kepler foi lançado em Março do ano passado da base de Cabo Canaveral, Florida. Desde então, a missão observa de forma contínua e simultânea mais de 150 mil estrelas.

O telescópio, com um fotómetro que permite medir as intensidades luminosas, vai continuar a operar até, pelo menos, Novembro de 2012.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010