sexta-feira, 24 de abril de 2009
Cadela transgénica

Uma cadela clonada da raça Beagle com dez dias de vida foi apresentada por uma equipa de cientistas da Universidade Nacional de Seul, na Coreia do Sul, como o primeiro cão transgénico do mundo .
A equipa liderada por Byeong-Chun Lee deu-lhe o nome de Ruppy (abreviatura de Ruby Puppy, Filhote Rubi) e conseguiu criar cinco cães através da clonagem de fibroblastos (células constituintes do tecido nervoso) produzidos por anémonas do mar que têm um gene fluorescente vermelho.
Segundo a revista científica britânica New Scientist , Byeong-Chun Lee pertenceu ao grupo de investigadores coreanos que clonaram o primeiro cão em 2005. O cão chamava-se Snuppy.
Os cientistas começaram por infectar fibroblastos de cão com um vírus que introduziu o gene fluorescente nos núcleos destas células. Depois transferiram esses núcleos para óvulos de uma cadela com os núcleos removidos.
Finalmente implantaram o embrião clonado numa outra cadela. As experiências dos investigadores coreanos envolveram 344 embriões implantados em 20 cadelas, tendo resultado em sete gravidezes.
O objectivo das experiências é criar modelos de doenças humanas em cães transgénicos, tal como já hoje são usados cães normais para estudar doenças humanas como certos cancros e a cegueira, entre outras.
expresso
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quarta-feira, 22 de abril de 2009
terça-feira, 21 de abril de 2009
Poesia
Poesia
José Carlos Barros vence prémio
Ontem
O livro 'Os Sete Epígonos de Tebas' é o vencedor do Prémio Nacional de Poesia Sebastião da Gama.
José Carlos Barros venceu a 12.ª edição do Prémio Nacional de Poesia Sebastião da Gama, informa o site oficial do prémio.
Organizado pela Câmara Municipal de Setúbal, o prémio tem o valor de 2500 euros e teve, desta vez, 144 obras a concurso. O júri, composto por Joaquim Cardoso Dias, João Candeias e Ruy Ventura escolheu o original Os Sete Epígonos de Tebas, de José Carlos Barros.
Nascido em 1963 e licenciado em Arquitectura Paisagística, José Carlos Barros é neste momento vereador na Câmara Municipal de Vila Real de Santo António. Tem publicados já alguns livros de poesia, nomeadamente Uma Abstracção Inútil (1991), Todos os Náufragos (1994), Teoria do Esquecimento (1995), As Leis do Povoamento (1996) e Las Moradas Inútiles (2007, com edição bilingue em português e castelhano).
No seu blogue, Casa de Cacela (http://casa-de-cacela.blogspot.com), José Carlos Barros publica regularmente a sua poesia.
O júri do prémio atribuiu ainda menções honrosas a Firmino Mendes e Rui Costa.
OS QUE SE DEDICAM ÀS ARTES CÉNICAS
Agora me lembro –
do fundo das noras erguia-se
a labareda
das rosas
dos quintais.
Aprendera a respirar
abaixo
da linha de água.
Mas não era possível ainda
enlouquecer
pela perseverança
nas artes cénicas. E então as mulheres dos montes
viravam os estrados
para o lado de dentro
dos teatros
como se o luxo
da estreia
fosse quase insuportável
e irradiasse nos espelhos
das cerimónias. Agora me lembro –
do modo como o pêndulo
na imensa manhã desse tempo
oscilava
nos ensaios
e
ia e
vinha.
A VARA INCANDESCENTE
Mais que a tempestade ou o dilúvio
o crepúsculo
era o inverno. Porque no interior
da treva demorada
as roldanas dos poços
e a ferrugem
exerciam o ofício de trazer aos alguidares de barro
os rumorosos
óxidos
das nascentes:
e moviam as alavancas
de queimar a urze
nos pátios: e poisavam nas mesas
de pão
o brilho
estrangeiro
das missangas
preciosas. As crianças adormeciam – se o
vento varria nas varandas
a vagarosa vara
incandescente
do ulmeiro
jovem.
Nota: Estes dois poemas fazem parte do original vencedor do Prémio Nacional de Poesia Sebastião da Gama 2009. Em «Os Sete Epígonos de Tebas» estabelece-se um jogo de espelhos com a obra de Herberto Helder – com os riscos inerentes, claro, de o lume dessa poesia queimar os versos que a confrontam.
http://casa-de-cacela.blogspot.com/
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Sono
Sono limpa o cérebro para novas aprendizagens
04 Abril 2009
Uma equipa de investigadores norte-americanos concluiu que o sono ajuda a limpar o cérebro de informações desnecessárias e a dar lugar a novas aprendizagens, num trabalho hoje publicado pela revista Science.
Paul Shaw e a sua equipa de investigadores na University School of Medicine de Saint Louis, que estudam a mosca da fruta, começaram por querer saber quantas ligações neuronais ou uniões de células se alteram durante o dono.
Para os neurologistas, a criação de novas ligações entre neurónios (sinapses) é uma forma fundamental do cérebro codificar recordações e aprendizagens, mas como estas não podem manter-se indefinidamente, é aí que o sono desempenha o seu papel.
Neste sentido, a função principal do sono seria libertar o cérebro das informações irrelevantes registadas no dia anterior.
Segundo os investigadores, é possível seguir a criação de novas sinapses no cérebro da mosca da fruta num momento de aprendizagem e mostrar como o sono diminui o número de sinapses.
Os cientistas vêem nestas moscas um bom modelo para estudar o sono nos humanos, já que, como as pessoas, estes insectos precisam de seis a oito horas de sono por noite e mostram sinais físicos e mentais de privação quando não dormem o suficiente.
"Muito do que aprendemos num dia não precisamos de memorizar", afirmou outra autora do estudo, Chiara Cirelli, da Universidade de Wisconsin-Madison, acrescentando: "Se usarmos todo o espaço, não podemos aprender mais sem limpar o lixo do cérebro".
A descoberta reforça a ideia de que é essencial dormir bem de noite para consolidar as memórias importantes da véspera e eliminar as que estão a ocupar espaço desnecessariamente.
Já se sabia que o sono promove a aprendizagem, mas esta equipa chegou à conclusão de que "a aprendizagem aumenta a necessidade de dormir".
"Actualmente, muitas pessoas estão preocupadas com os seus empregos e com a economia, e algumas delas estão a dormir pouco por causa disso", disse Paul Shaw.
Porém, "estes dados sugerem que o melhor a fazer para estar em forma e aumentar as hipóteses de manter o emprego é dar alta prioridade a dormir o tempo necessário", concluiu.
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domingo, 5 de abril de 2009
Inteligência artificial
Investigadores dizem ter criado máquinas capazes de formular teorias científicas
03.04.2009 - 10h11 Reuters
Duas equipas de investigadores, uma no País de Gales e outra em Nova Iorque, anunciaram ontem a invenção de máquinas capazes de formular teorias e produzir conhecimento cientifico. Ambos os grupos publicaram os estudos hoje, na revista "Science".
Na Universidade de Aberystwyth, no País de Gales, um grupo de cientistas liderados por Ross King criaram Adam, um robô capaz de realizar experiências sobre o metabolismo do fermento, reflectir nos resultados dessa experiência e planear o próximo passo na investigação. Foi o primeiro robô a descobrir algo de forma autónoma: novos dados sobre a estrutura genética do fermento. "Nós verificamos, e os resultados estão correctos" afirma Ross King, que acrescenta que os cientistas estão a trabalhar num robô deste género desde os anos 1960. "Quando enviaram os primeiros robôs para Marte, os cientistas sonhavam que estas máquinas poderiam realizar as suas próprias experiencias lá. Após 40 ou 50 anos, temos os meios para isso" disse o cientista, durante uma entrevista.
O grupo de investigadores anunciou que o seu próximo robô, Eve, seria muito mais inteligente e estaria encarregado de criar novos medicamentos. King acredita que a inteligência artificial será bastante valiosa na procura de tratamentos para doenças tropicais como a malária.
Em Nova Iorque, Hod Lipson e Michael Schmidt da Universidade de Cornell, desenvolveram um robô capaz de entender as leis da física envolvidas no movimento de um pêndulo duplo. Apenas processando os dados, sem nenhuns "conhecimentos" sobre física, o computador foi capaz de decifrar as leis do movimento de Isaac Newton.
Lipson acredita que estes robôs não farão os cientistas humanos obsoletos, apenas serão capazes de fazer o trabalho rotineiro nos laboratórios.
"Actualmente, um dos problemas na ciência é descobrir os princípios subjacentes a áreas onde existem muitos dados" afirmou o cientista numa conferência de imprensa. "Estas máquinas podem acelerar as descobertas dos princípios científicos por detrás dos dados".
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quinta-feira, 2 de abril de 2009
Exoplaneta
Novo exoplaneta em imagens de arquivo do Hubble
Hoje
O telescópio espacial da Nasa – Hubble - revelou um exoplaneta que, até agora, estava oculto no seu arquivo.
A descoberta foi possível graças a uma nova técnica de processamento de imagens que, segundo a Agência Espacial Americana, permite ver planetas “até dez vezes menos brilhantes do que antes se poderia perceber”.
Segundo os cientistas, a massa deste novo astro, que orbita em torno da estrela HR 8799, a mais de 130 anos luz da Terra, deve ultrapassar em sete vez a de Júpiter.
As imagens em que foi detectado foram captadas em 1998, mas os astrónomos estimam que possa haver cerca de 100 exoplanetas “escondidos” nos arquivos do Hubble e que podem ser localizados com esta nova técnica.
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